"Amar e Servir"

"Fora da caridade não há salvação."
Allan Kardec

Nossa Sede
Estrada do Pau Ferro, 325 - Jacarepaguá - Rio de Janeiro - RJ

Contato
(21) 3392-5700 - (21) 3392-5600

Mensagem em Texto - 10 / outubro / 2017

Aos Obreiros das “Quentinhas”

Aos Obreiros das Quentinhas

Abençoadas mãos as que se estendem, se oferecem, se doam ao trabalho de mitigar a fome daqueles que; sem teto, pela via pública se alastram, como as ressequidas plantinhas que teimam em sobreviver por entre as fendas das calçadas de cimento.

 

Assim como as temerárias plantinhas, os deserdados do mundo se derramam pelos calçamentos da cidade, lutando pelo direito à existência, apesar de lhes serem todas as conjunturas adversas. Como companheira mais fiel, contam eles com a fome, pois essa se faz eterna sócia dos corpos que a penúria adotou.

 

No afã de minimizar tanta agrura, tanto sofrimento, embora sabendo quão insuficiente é o esforço que empreendem, surgem os obreiros da caridade terrena distribuindo as “quentinhas” que matarão a fome de alguns e, junto com elas, deixam aos desditosos irmãos um pouco de esperança na observação de que, afinal, alguém se importa alguém lhes nota a penúria e se apieda.

 

Iluminadas são as mãos que providenciam o alimento à indigência: mãos que o preparam, mãos que o acondicionam nas benditas “quentinhas”, mãos que cuidam da higiene dos utensílios a serem usados no seu preparo e todas as mãos que neste mister se envolvem!

 

Juntamente com o alimento para o corpo físico, algo mais é colocado. Objetivando doar um pouco de si mesmos, muitos dos obreiros amorosos das “quentinhas”, em todos os estágios do processo, desde a compra dos mantimentos até a entrega, irradiam amor, rogando aos Planos Superiores que sejam elas acrescidas dos remédios necessários para o refazimento do corpo e da alma dos que irão recebê-las, visto tão combalido estarem pela miséria.

 

Este é um trabalho humilde e quase anônimo, de cozinheiras e entregadores, lavadoras de panelas e limpadoras de chão, porém cada fome aplacada, cada alma reconfortada, onde o germe da gratidão é semeado, confere a estes trabalhadores um ponto de luz nas cruzes que os seus carmas lhes impõe.

 

Talvez seja este um trabalho pouco notado na Terra.

 

No entanto, por ele muito há de ser anotado no céu, na ficha de cada obreiro, visto também serem intermediários do Cristo na Terra, pois que por ele foram incumbidos de mitigar a mais primária de todas as necessidades: a FOME.

 

Alguns haverão de receber o alimento com indiferença, da qual nem sempre serão culpados, pois que a necessidade constante, o constante sofrimento tem poder para tornar a alma apática, indiferente, o que poderá parecer ingratidão.

 

Mas, em muitos olhares cansados, o entregador de “quentinhas” há de perceber um brilho rápido ou uma lágrima mal dissimulada. Certo esteja o obreiro que, neste momento, o espírito do indigente, reconhecido, lhe confere aquilo que de mais precioso poderia receber: o tesouro da gratidão.

 

Do espaço infinito, neste momento, os amigos espirituais dos trabalhadores das “quentinhas”, que os acompanham sempre na santificada tarefa, hão de sorrir jubilosos entoando hosanas ao Pai que permite aos filhos pecadores tão bela oportunidade de redimir erros do passado, iluminando as estradas do futuro.

 

 

Compartilhe: Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInEmail this to someone