"Amar e Servir"

"Fora da caridade não há salvação."
Allan Kardec

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Mensagem em Texto - 02 / Janeiro / 2018

PRESSENTIMENTOS

 

  1. O pressentimento é sempre uma advertência do Espírito protetor?

      — O pressentimento é o conselho íntimo e oculto de um Espírito que vos deseja o bem. E também a intuição da escolha anterior: é a voz do instinto. O Espírito, antes de se encarnar, tem conhecimento das fases principais da sua existência, ou seja, do gênero de provas a que irá ligar-se. Quando estas têm um caráter marcante, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo, e essa impressão, que é a voz do instinto, desperta quando chega o momento, tornando-se pressentimento.

  1.   Os pressentimentos e a voz do instinto têm sempre qualquer coisa de vago; na incerteza, o que devemos fazer?

      — Quando estás em duvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora a Deus, nosso soberano Senhor, para que te envie um de seus mensageiros, um de nós.

  1. As advertências de nossos Espíritos protetores têm por único objetivo a conduta moral ou também a conduta que devemos ter em relação às coisas da vida privada?

      — Tudo; eles procuram fazer-vos viver da melhor maneira possível, mas frequentemente fechais os ouvidos às boas advertências e vos tornais infelizes por vossa culpa.

Comentário de Kardec: Os Espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos através da voz da consciência que fazem falar em nosso intimo; mas como nem sempre lhes damos a necessária importância oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam. Que cada um examine as diversas circunstâncias, felizes ou infelizes, de sua vida, e verá que em muitas ocasiões recebeu conselhos que nem sempre aproveitou e que lhe teriam poupado muitos dissabores, se os houvesse escutado.

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Tradução: José H. Pires

         O Caso da jovem de 17 anos que morava em uma rua sem saída.

        De manhã, estava no quarto, preparando-se para sair. Um impulso a fez olhar para sua cama que ficava debaixo da janela e a empurrar para junto da parede oposta.

        Parecia um comando mental. E ela não pensou duas vezes.

        Ao chegar à porta para sair, olhou novamente o quarto e não pôde entender muito bem o que fizera.

        Ela não era uma pessoa com criatividade para decoração. Normalmente, decidia sobre a posição de um móvel e não mudava mais.

        Por um breve momento, ela tentou entender por que fizera aquilo. Mas, em seguida, resolveu sair e tocar a sua vida.

        A escola, as amigas, o estudo. Havia muita coisa para fazer, para dizer, para viver.

        À noite, ela foi a uma festa e voltou tarde para casa. Uma hora da manhã.

        Estava tão cansada que literalmente se jogou na cama e dormiu.

        No meio da madrugada, foi arrancada do sono por um enorme estrondo.

        Faróis ofuscantes, blocos de cimento despedaçado e a parte dianteira de um caminhão estavam no seu quarto.

        Pedaços de cimento caíram em sua cama. O quarto foi invadido por uma nuvem de poeira.

        Pulou da cama, assustada. Dentro do caminhão, estava uma mulher.

        Seu rosto sangrava e, mesmo assim, ela tentava engatar  uma marcha à ré.

        Soube-se, mais tarde, que a mulher, totalmente drogada, tinha atravessado três pistas, derrubado a cerca do quintal e invadido o quarto, daquela forma.

        Passado o susto, a jovem se tomou de indignação pelo risco que correra.

        Depois, agradeceu por estar viva.

        Foi, no entanto, quando se deu conta de que, se não tivesse mudado a cama de lugar horas antes do desastre, o impacto do caminhão a teria matado, que ela deu graças a Deus por estar viva.

        E pela intuição que teve e atendeu de pronto.

        Na nova arrumação, o lado direito do caminhão ficou a trinta centímetros de sua cabeça.

        Na incerteza de atender ou não ao pressentimento, ore a Deus, Soberano Senhor de tudo e todos.

        Ele lhe enviará um de Seus mensageiros em seu socorro.

        Pense nisso!

(Com base no cap. 6 do livro “Não é preciso dizer adeus”, de Allison Dubois)

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